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Bra­sil tem ­mais de 7 mi­lhões de dia­bé­ti­cós

Cu­ri­ti­ba- A pa­la­vra epi­de­mia ge­ral­men­te é usa­da quan­do há um gran­de nú­me­ro de pes­soas in­fec­ta­das por um ví­rus. Mas com a si­tua­ção ­atual do dia­be­tes – doen­ça crô­ni­ca que cau­sa com­pro­me­ti­men­to do me­ta­bo­lis­mo das pro­teí­nas, gor­du­ras e açú­ca­res – o ter­mo já vem sen­do uti­li­za­do por es­pe­cia­lis­tas. Em dez ­anos, o nú­me­ro de ca­sos do­brou. Ho­je o Bra­sil é quin­to lu­gar no to­tal de dia­bé­ti­cos, com 7,6 mi­lhões de ca­sos. A es­ti­ma­ti­va é que cer­ca de 280 mi­lhões de pes­soas so­fram com a doen­ça no mun­do, se­gun­do da­dos da Fe­de­ra­ção In­ter­na­cio­nal de Dia­be­tes di­vul­ga­dos em ou­tu­bro. Ho­je é o Dia Mun­dial do Dia­be­tes.

As ra­zões pa­ra es­se cres­ci­men­to são vá­rias, mas a prin­ci­pal foi a pio­ra nos há­bi­tos ali­men­ta­res e au­men­to de obe­si­da­de da po­pu­la­ção. Exis­tem ­dois ti­pos da doen­ça. O ti­po 1 é uma doen­ça imu­no­ló­gi­ca agu­da que não tem co­mo ser pre­ve­ni­da. O por­ta­dor é de­pen­den­te de in­su­li­na pa­ra so­bre­vi­ver. Já o dia­be­tes ti­po 2 tem a obe­si­da­de co­mo o prin­ci­pal fa­tor de­sen­ca­dean­te. De ca­da dez dia­bé­ti­cos, no­ve tem o ti­po 2, ou se­ja, ad­qui­ri­do du­ran­te a vi­da. Es­ti­ma-se que cer­ca de 60% dos ca­sos do dia­be­tes po­de­riam ter si­do evi­ta­dos com pre­ven­ção.

Ape­sar de con­tro­lá­vel, ela po­de ma­tar. ‘‘A úni­ca for­ma em que a pes­soa po­de mor­rer pe­la doen­ça é o co­ma dia­bé­ti­co. Mas o que preo­cu­pa são as com­pli­ca­ções, co­mo ris­co de in­far­to, der­ra­me, am­pu­ta­ções, en­tre ou­tras, que tam­bém le­vam a óbi­to. E os ca­sos são mui­to ­mais ­frequentes’’, ex­pli­ca o en­do­cri­no­lo­gis­ta e di­re­tor re­gio­nal da So­cie­da­de Bra­si­lei­ra de Dia­be­tes, Mau­ro ­Scharf. Ou­tra com­pli­ca­ção co­mum é a re­ti­no­pa­tia. A doen­ça que afe­ta a vi­são po­de atin­gir 100% dos por­ta­do­res que não fa­zem o con­tro­le ade­qua­do da dia­be­tes. A re­co­men­da­ção é o acom­pa­nha­men­to of­tal­mo­ló­gi­co des­de o diag­nós­ti­co.

Ou­tra es­ta­tís­ti­ca preo­cu­pan­te so­bre a doen­ça no Bra­sil, con­for­me ­Scharf, é que, a ca­da dez dia­bé­ti­cos, cin­co não sa­bem que são por­ta­do­res. ‘‘É co­mum ha­ver um gran­de re­tar­do no diag­nós­ti­co. A pes­soa le­va, em mé­dia, ­seis ­anos pa­ra des­co­brir que tem a ­doença’’. Os mo­ti­vos se­riam a fal­ta de aces­so ou do há­bi­to de bus­car um mé­di­co re­gu­lar­men­te pa­ra rea­li­zar exa­mes de ro­ti­na. O pre­ço de cus­to de um exa­me de gli­co­se es­ta­ria em tor­no de R$ 3.

Se­gun­do o en­do­cri­no­lo­gis­ta, o ­ideal é fa­zer um ou ­dois exa­mes ao ano. Com o tra­ta­men­to ade­qua­do, o dia­bé­ti­co po­de le­var uma vi­da nor­mal. Só é pre­ci­so con­tro­lar os ní­veis de gli­co­se no san­gue, fa­zer ati­vi­da­de fí­si­ca, ter ali­men­ta­ção ade­qua­da e ­usar me­di­ca­men­tos.
Fonte: FOLHA DE LONDRINA – PR
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