Resveratrol

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Resveratrol

Potenciais Efeitos Benéficos Associados ao Resveratrol

 

O resveratrol (3,5,4'-trihidroxi- trans -estilbeno) pertence ao grupo estilbenoide dos polifenóis. Consiste em dois anéis fenólicos ligados por uma ponte de etileno, que dá origem a dois isômeros geométricos: o isômero trans ativo e um isômero cis inativo.

O resveratrol tem recebido crescente atenção científica em relação às suas diversas atividades biológicas, incluindo propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, antiobesidade e anticâncer.

 

Efeitos do Resveratrol

Protege as células contra o estresse oxidativo induzido pelo peróxido de hidrogênio, bem como contra a morte celular mediada pela radiação ultravioleta;

Interfere nas respostas inflamatórias, visto que tem como alvo o fator nuclear kB (NFkB), a expressão de citocinas pró-inflamatórias (por exemplo, interleucina 6, IL6);

Estudos in vitro e in vivo confirmaram seu efeito inibitório na carcinogênese em todos os estágios, como iniciação, promoção e progressão, atuando como agente quimiopreventivo devido às suas características antioxidantes, anti-inflamatórias, pró-apoptóticas e antiproliferativas;

Exerce efeitos benéficos nas alterações relacionadas à síndrome metabólica, melhora a homeostase da glicose e lipídios, pressão arterial, inflamação de baixo grau e estresse oxidativo;

Estudos apontaram que o resveratrol mimetiza a restrição calórica por meio da ativação da sirtuína 1 (SIRT 1), resultando em melhor desempenho no exercício e sensibilidade à insulina, além de apresentar efeitos na redução da gordura corporal ao inibir a adipogênese e aumentar a mobilização de lipídios no tecido adiposo;

Seus efeitos também são potencialmente envolvidos na cicatrização de feridas cutâneas, cicatrizes e fotoenvelhecimento da pele.

A atividade anti-inflamatória do resveratrol pode ser associada a benefícios à saúde para várias doenças inflamatórias crônicas e autoimunes. 



 

Estudo Comprova

Uma revisão sistemática conduzida por Hecker et al., (2021) foi realizada para destacar os estudos mais relevantes envolvendo o resveratrol na cicatrização de feridas, cicatrizes e fotoenvelhecimento da pele.


Resultados

ü  Na recuperação de feridas, foi demonstrado que o ativo induz a expressão de VEGF e, consequentemente, regula a angiogênese (melhora a vascularização), possui efeito anti-inflamatório, limita a entrada de mastócitos e estimula a entrada de linfócitos e macrófagos;

ü  Além disso, foi associado há um potencial antibacteriano e antifúngico, exibindo uma eficácia antimicrobiana no combate a infecções da pele;

ü  O resveratrol também mostrou potencial promissor para o tratamento de úlceras diabéticas;

ü  Em fibroblastos derivados de cicatrizes hipertróficas humanas (HSFBs), o resveratrol foi capaz de suprimir a proliferação celular levando a à indução de apoptose, além de resultar em uma diminuição da deposição de colágeno e suprimir a expressão das proteínas TGF-ß1 e s fatores de transcrição do tipo SMAD (proteínas que regulam a síntese de colágeno);

ü  A expressão de MMP-1 e a transcrição de citocinas inflamatórias responsáveis ??por "inflamação" foram reduzidas, enquanto a expressão do colágeno tipo I foi aumentada;

ü  O tratamento com resveratrol mostrou efeitos antiapoptóticos por meio da inibição da ativação do NFK-B e aumentou a expressão de NRF-2.

 

Conclusão

Os estudos incluídos demonstraram resultados promissores de que o resveratrol pode ser uma abordagem de tratamento viável para melhorar a cicatrização de feridas, neutralizar cicatrizes excessivas e até mesmo prevenir o fotoenvelhecimento da pele.


Referências bibliográficas

HECKER, A. et al. The impact of resveratrol on skin wound healing, scarring, and aging. Int Wound J. 2021 May 5. doi: 10.1111/iwj.13601. Online ahead of print




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