Uso de Melatonina na Profilaxia da Migrânea

Estudos Científicos
01/abr/2024

Uso de Melatonina na Profilaxia da Migrânea


Uso da Melatonina em Pacientes com Migrânea

Auxiliam na Diminuição dos Sintomas Associados a essa Patologia

 

A migrânea episódica afeta 12%-20% da população global e contribui para uma qualidade de vida substancialmente prejudicada em pacientes adultos e pediátricos. Embora o exato mecanismo dessa doença permaneça incerto, muitos agentes profiláticos têm sido propostos para pacientes com migrânea episódica, como medicamento para dor neurogênica, anticonvulsivantes e antidepressivos. No entanto, a maioria desses agentes profiláticos não fornece respostas satisfatórias e causam eventos adversos indesejados.

 

Essa patologia caracteriza-se por ser um tipo de cefaleia primária de alta prevalência, sendo mais comum em mulheres. Pode ser com ou sem aura – sintomas neurológicos focais que precedem a dor. Caracteriza-se por cefaleia pulsátil, unilateral, de intensidade moderada a grave, associada a náusea, vomito, foto ou fonofobia e que se agrava com atividades físicas rotineiras.

 

Melatonina

A melatonina é endogenamente secretada pela glândula pineal e desempenha um papel importante na modulação do ritmo circadiano. A melatonina pode teoricamente ser benéfica para a profilaxia da migrânea por suas características biológicas, incluindo:

 

Ø  Efeitos antioxidantes;

Ø  Modulação da dopamina e atividade da glutamina;

Ø  Supressão da liberação do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina.

 

Além disso, a melatonina desempenha um papel essencial na modulação da atividade do núcleo supraquiasmático (NSQ) através do eixo hipotalâmico-pineal.


 

Estudo Demonstra

Um estudo clínico, randomizado, duplo-cego e placebo-controlado teve como objetivo avaliar os efeitos terapêuticos da melatonina em comparação ao valproato de sódio na profilaxia da migrânea crônica


Resultados

Ø  A média mensal de frequência, duração (horas) e severidade dos ataques, além dos escores de MIDAS foram significativamente reduzidos nos grupos 1 e 2, mas não no grupo 3;

Ø  Os efeitos adversos foram reportados em 11 pacientes do grupo 1, 8 do grupo 2 e 1 do grupo 3.


Conclusão

O tratamento adjuvante com melatonina demonstrou superioridade ao placebo e mesma eficácia clínica do valproato de sódio, porém com maior tolerabilidade.


Referências bibliográficas

EBRAHIMI-MONFARED, M.; SHARAFKHAH, M.; ABDOLRAZAGHNEJAD, A.; MOHAMMADBEIGI, A. et al. Use of melatonin versus valproic acid in prophylaxis of migraine patients: A double-blind randomized clinical trial. Restor Neurol Neurosci, 35, n. 4, p. 385-393, 2017.



Autor(a)

Equipe Técnica Consulfarma
Equipe Técnica Consulfarma
Conhecimento

Nossa equipe quer muito dividir conhecimento com você, por isso postaremos por aqui assuntos relevantes para compartilhar tudo aquilo que é relevante para o mercado magistral. Aproveite!

Consulfarma Ads
Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados. Confira nossa política de privacidade
Atendimento Whatsapp