Uso da Melatonina em
Pacientes com Migrânea
Auxiliam na
Diminuição dos Sintomas Associados a essa Patologia
A migrânea episódica afeta 12%-20% da
população global e contribui para uma qualidade de vida substancialmente
prejudicada em pacientes adultos e pediátricos. Embora o exato mecanismo dessa
doença permaneça incerto, muitos agentes profiláticos têm sido propostos para
pacientes com migrânea episódica, como medicamento para dor neurogênica,
anticonvulsivantes e antidepressivos. No entanto, a maioria desses agentes
profiláticos não fornece respostas satisfatórias e causam eventos adversos
indesejados.
Essa patologia caracteriza-se por ser
um tipo de cefaleia primária de alta prevalência, sendo mais comum em mulheres.
Pode ser com ou sem aura – sintomas neurológicos focais que precedem a dor. Caracteriza-se
por cefaleia pulsátil, unilateral, de intensidade moderada a grave, associada a
náusea, vomito, foto ou fonofobia e que se agrava com atividades físicas
rotineiras.
Melatonina
A melatonina é endogenamente secretada
pela glândula pineal e desempenha um papel importante na modulação do ritmo
circadiano. A melatonina pode teoricamente ser benéfica para a profilaxia da
migrânea por suas características biológicas, incluindo:
Ø
Efeitos antioxidantes;
Ø
Modulação da dopamina e atividade da
glutamina;
Ø
Supressão da liberação do peptídeo
relacionado ao gene da calcitonina.
Além disso, a melatonina desempenha um papel essencial na modulação da atividade do núcleo supraquiasmático (NSQ) através do eixo hipotalâmico-pineal.
Resultados
Ø A
média mensal de frequência, duração (horas) e severidade dos ataques, além dos
escores de MIDAS foram significativamente reduzidos nos grupos 1 e 2, mas não
no grupo 3;
Ø Os efeitos adversos foram reportados em 11 pacientes do grupo 1, 8 do grupo 2 e 1 do grupo 3.
Conclusão
O tratamento adjuvante com melatonina demonstrou superioridade ao placebo e mesma eficácia clínica do valproato de sódio, porém com maior tolerabilidade.